Agricultura Orgânica: cobertura do solo

Extraído de: afe.noticias   Junho 04, 2013

Aprenda a importância da cobertura do solo na agricultura orgânica

Procurar manter o solo coberto, seja com cobertura viva (plantas) ou cobertura morta (matéria orgânica), é uma das principais recomendações da agricultura orgânica

A cobertura do solo na agricultura orgânica favorece a água, aumenta a atividade microbiana, reduz a infestação, reduz a infestação de plantas daninhas, diminui a compreensividade e a compactação, controla algumas pragas do solo e melhora a sua estrutura. Na agricultura orgânica é importante não deixar o solo desprotegido, por esse motivo existem duas formas de cobertura do solo: a cobertura morta e a cobertura viva.

COBERTURA MORTA

O emprego de material orgânico de alta relação carbono/nitrogênio, como palhas, cascas de árvores e outros materiais fibrosos, garantem um tempo maior de proteção ao solo, com sensível redução das perdas de solo e de água.



No entanto, nas primeiras semanas que procedem a sua decomposição no solo ocorre uma imobilização microbiana do nitrogênio e de outros nutrientes, que pode afetar as plantas, causando deficiências ou até injúrias mais sérias.


Para evitar desequilíbrios é preciso que junto a esses materiais ricos em carbono (C) haja um adequado suprimento de pequenas quantidades de fontes de nitrogênio (N), isto é, materiais ricos em N para reduzir a relação C/N, sendo aceitável a relação 10 a 31/1.


Por esta razão, na agricultura ecológica recomenda-se a rotação de culturas e a adubação verde alternadas: gramíneas e leguminosas e vice-versa.



Para cobertura do solo, o melhor sistema é fazer a picagem da fitomassa, com implementos rolo-faca ou roçadeira, sem incorporar. Em solos bem estruturados e em culturas perenes (ex: adubos verdes em pomares), é conveniente que a massa vegetal seja bem picada.


Quando aplicado em solos fracos, sujeitos à erosão e em recuperação, é preferível utilizar fitomassa com relação carbono-nitrogênio (C/N) alta, devendo pouco picada.


No caso de restos de culturas com alta relação C/N, faça-se a subincorporação logo após a colheita, para haver tempo para a sua decomposição e não afetar as novas plantas, o que acontece quando o enterrio da massa vegetal é feito às vésperas do novo plantio.

COBERTURA VIVA

As mesmas vantagens da cobertura morta podem ser obtidas com a cobertura viva, ou seja, a cobertura vegetal do terreno.


Esta cobertura vegetal pode ser o caso da manutenção e do manejo de plantas pioneiras, ou o emprego de adubos verdes.


Este sistema permite maiores vantagens, pois a massa orgânica de raízes promove o desenvolvimento da vida do solo, favorecendo a presença de microrganismos e minhocas, e fornece nutrientes essenciais para as plantas.

Interessado em saber mais? Adquira então o livro Agricultura Orgânica, do autor Silvio Roberto Penteado e distribuído pela Aprenda Fácil Editora. 


Esta obra apresenta, de maneira bem clara e ordenada, os conceitos básicos da agricultura orgânica; como obter o selo orgânico; as certificadoras; as etapas da certificação; os produtos permitidos e os proibidos na agricultura orgânica; as técnicas básicas do cultivo; o preparo do solo; a adubação orgânica; as receitas de compostos orgânicos; os adubos verdes; o manejo das ervas invasoras; normas atualizadas do Ministério da Agricultura; métodos de comercialização, dentre outros.

Autor: Vinculado ao afe.noticias


 
 
Deixe seu comentário



Siga o Ecofinanças