Crise política causa demissão em massa na Associação Uruguaia de Futebol

Extraído de: noticias.voxbr.com.economia   Abril 02, 2014

Confusão entre torcedores gerou discussão e medidas drásticas do governo.

Depois de uma briga monumental na última quarta-feira, no estádio Gran Parque Central, durante o duelo entre Newell’s Old Boys-ARG e Nacional-URU, uma crise no futebol uruguaio se desenrolou. Além da violência nos estádios e da recusa do presidente José Mujica em colocar policiamento nas arquibancadas, agora é a Associação Uruguaia de Futebol que está em xeque.

De acordo com Mujica, os clubes é que devem se preocupar com a proteção de seus torcedores no que concerne a área dentro do estádio. A ideia é que o policiamento funcione apenas até a área de bilheteria. O presidente uruguaio acredita que essa seja uma medida fundamental no combate à violência.

O ponto crucial da crise de violência foi uma proposta de cancelamento da rodada do Campeonato Uruguaio no último fim de semana. A medida beneficiaria o Peñarol, ainda com chances de classificação na Libertadores. Isso irritou os dirigentes do Nacional e gerou uma implosão diplomática na entidade: na manhã desta segunda-feira, 30 de março, o presidente da AUF, Sebastián Bauzá, se demitiu juntamente com o comitê executivo.

Até onde a torcida e dirigentes podem se preocupar, a Fifa poderia interceder no impasse para suspender o Uruguai da disputa da Copa do Mundo, caso fosse provado que o governo influenciou nas demissões da AUF. Hipótese essa que foi negada pelo próprio Mujica e pelo presidente da Conmebol, Eugenio Figueiredo. Essas atitudes para conter o avanço da violência mostram que uma grande ruptura pode acontecer nos próximos dias ou meses, mudando completamente o cenário nacional.

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Autor: Vinculado ao noticias.voxbr.com.economia


 
 
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