Custo de produção da safrinha em MS vai de R$ 1.540 a R$ 1,7 mil por ha

Extraído de: primeirahora.agronegocios   Janeiro 24, 2014

O custo de produção do milho safrinha em Mato Grosso do Sul no ciclo 2013/2014, que será cultivado logo após a colheita da soja, varia de R$ 1.540 a R$ 1,7 mil por hectare. A oscilação ocorre, segundo o pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Alceu Richetti, que apresentou os dados no Showtec, em Maracaju (MS), na quinta-feira (22), em razão do tipo de semente utilizada e do sistema de produção.

Em relação a safrinha anterior, o pesquisador comenta que neste ciclo vai ocorrer um aumento do custo de produção dos agricultores que usam variedades de milho híbrido convencional, em cultivo solteiro (0,43%), dos que plantam o milho híbrido simples convencional, em consórcio com a braquiária ruziziensis (0,67%) e dos que cultivam o milho híbrido modificado, com as tecnologias BT e RR (1,07%). Em contrapartida, para o cultivo do híbrido modificado com tecnologia BT, que é consorciado, o custo de produção deve cair 4,12%.

 

Ele aponta que, na análise da viabilidade econômica desta safrinha, quando é levado em conta o custo de produção do cereal e qual a previsão de renda do produtor a partir da venda desse grão, o resultado, independente do tipo de variedade e sistema de plantio, é sempre negativo, o que significa que o recurso que o agricultor deve investir na lavoura deve ser maior do que o faturamento que ele deve ter.


“Para um produtor que plantar um híbrido convencional em cultivo solteiro, ele vai precisar de uma grande produção e colher no mínimo 89 sacas por hectare, para pagar seu custo de produção. Isso, com a saca do milho sendo vendida a R$ 17. Já para o cultivo de uma variedade modificada, BT e RR, essa produtividade tem que saltar para 100 sacas por hectare, porque a tecnologia é mais cara”, explica.


O pesquisador aponta que o caminho para o agricultor não fechar a conta “no vermelho” é reduzir os custos de produção, em especial, no plantio, com o uso de sementes mais baratas. A semeadura, conforme ele, é a etapa mais cara dentro do processo produtivo do milho. Para uma variedade híbrido simples convencional representa 58% do custo produtivo total e para as BT e RR sobe para 68,4%.

Autor: Fonte: Agrodebate


 
 
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