Juros da dívida pública portuguesa caem no dia de emissão de dívida

Extraído de: jornaldenegocios.mercados   Janeiro 09, 2014

"Yields" das obrigações portuguesas recuam no mercado secundário, beneficiando com a procura registada na emissão de Portugal e a descida dos custos de financiamento de Espanha para mínimos históricos.

Os juros das obrigações soberanas dos países periféricos estão em queda na sessão desta quinta-feira, beneficiando com as emissões de dívida realizadas por Portugal e Espanha, que mostram a confiança dos investidores nestes países.

 

Depois de uma abertura em alta, as "yields" dos títulos de dívida portugueses retomaram a tendência de descida dos últimos dias no mercado secundário (onde os investidores trocam títulos entre si), acompanhando o sentimento positivo em relação às obrigações soberanas dos países periféricos.

 

A taxa genérica das obrigações portuguesas a 10 anos está esta manhã nos 5,33%, uma queda de 7 pontos base face a ontem. O mínimo desde Maio do ano passado foi fixado esta semana nos 5,23%. O "spread" face à dívida alemã, que representa o risco da dívida portuguesa, está a recuar 6 pontos base para 342 pontos-base, um mínimo desde 2010.  

 

Na maturidade a dois anos os juros estão estáveis nos 2,09%, depois de ontem terem negociado abaixo dos 2% pela primeira vez desde 2010. No prazo a cinco anos a queda é de 10 pontos para 3,99%.

 

Portugal está esta quinta-feira a emitir dívida com maturidade em Junho de 2019 (cinco anos e meio e por isso diferente da taxa genérica a 5 anos), uma operação que atraiu o interesse de 250 investidores e a procura de 9 mil milhões de euros. Segundo apurou o Negócios, a taxa de juro implícita da operação deverá situar-se num intervalo entre 4,5% e 4,7%.

 

Ao início da manhã a agência Bloomberg dava conta que o "spread" que Portugal iria pagar era de 340 pontos-base. Este acréscimo face à taxa de juro de mercado (mid swap) foi revisto em baixa para 330 pontos-base, um indicador da procura robusta dos investidores.

 

"Portugal não vai ter problema em levantar dos mercados os fundos que necessita até final do ano", comentou Justin Knight, analista do UBS, numa nota enviada a clientes e citada pela Bloomberg. Com a emissão de hoje Portugal deverá angariar 3 mil milhões de euros, cerca de 40% das necessidades de financiamento deste ano (7,1 mil milhões de euros).

 

Com efeito positivo nos juros dos periféricos está também a emissão de Espanha. O Tesouro espanhol também foi ao mercado e conseguiu vender dívida a cinco anos oferecendo aos investidores a taxa de rendibilidade mais baixa de sempre: menos de 2,4%.  

 

No mercado secundário os títulos de dívida de Espanha com maturidade a 10 anos estão também em queda. A "yield" a 10 anos recua 5 pontos base para 3,74% e o "spread" baixou para 184 pontos base.

 

Em Itália os juros a 10 anos descem descem 2 pontos base para 3,86%.   

Autor: Vinculado ao jornaldenegocios.mercados


 
 
Deixe seu comentário



Siga o Ecofinanças