Mercado imobiliário segue acomodado em 2014

Extraído de: monitormercantil.informatica   Janeiro 10, 2014

Levantamento realizado pela MS Properties aponta tendências de acomodação nos negócios de compra e venda de imóveis. As taxas de crescimento do setor em 2013 foram menores na comparação com o ano anterior. A queda nos preços dos imóveis é um dos fatores.

- A queda nos preços dos imóveis em algumas capitais como Brasília e Vitória estão relacionadas, em grande parte, aos estoques elevados de imóveis em relação à demanda e também à liquidação desses estoques por parte das construtoras - explica o diretor da MS Properties, Maurenio Stortti.

Muitas incorporadoras tiveram unidades retornando às suas carteiras pelo aumento do volume de distratos no segundo semestre de 2013. A alternativa foi a concessão de descontos e facilidades de pagamento com o objetivo de acelerar a entrada de recursos, fugir das despesas de manutenção com as unidades prontas e reduzir os estoques para 2014.

Vendas de imóveis residenciais novos crescem em São Paulo

Já outro estudo, do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), mostra que a venda de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo fechou em alta no mês de novembro de 2013 e confirmou a expectativa de crescimento prevista no segundo semestre do ano pelo

De acordo com a Pesquisa do Mercado Imobiliário elaborada e divulgada mensalmente pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP, foram vendidas em novembro 2.777 unidades, volume 28,6% maior que o observado no mês de outubro, que registrou 2.160 vendas.

Monetariamente, a comercialização de novembro do ano passado foi de R$ 2,02 bilhões, resultado 79,8% maior que o do mês anterior, quando as vendas somaram R$ 1,12 bilhão.

Durante o lançamento - período que corresponde aos seis primeiros meses de oferta das unidades no mercado -, foram vendidas 2.332 unidades, representando 84,0% do total comercializado durante o penúltimo mês de 2013.

Unidades de três dormitórios destacaram-se com as vendas de 1.044 unidades, ou seja, 37,6% do volume total. Novembro foi o segundo melhor mês do ano para imóveis dessa tipologia, ficando atrás apenas de junho, quando foram escoados 1.081 apartamentos.

Apesar do destaque, imóveis de dois dormitórios lideraram as vendas de novembro, com 1.124 unidades comercializadas e participação de 40,5% do total.

O indicador VSO (Vendas Sobre Oferta) acumulado no período de dezembro de 2012 a novembro de 2013 foi de 63,5%, relativamente inferior aos 66,3% de outubro de 2013, porém superior ao registrado em novembro de 2012 (58,7%) e dezembro de 2012 (56,7%).

A oferta final do mês de novembro de 2013 foi de 18.701 unidades, segundo maior volume registrado no ano, ficando atrás somente de março (18.883 imóveis).

De acordo com dados da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp), foram lançadas 4.997 unidades residenciais novas em novembro de 2013. Comparativamente às 2.954 lançadas em outubro, o crescimento foi de 69,2%. Esse foi o melhor resultado em termos de volume de lançamentos registrado desde dezembro de 2011, mês em que foi ofertado o volume recorde de 7.240 unidades novas.

Diferentemente das vendas, os imóveis de três dormitórios representaram o maior número de lançamentos no mês de novembro, com 1.932 unidades e participação de 38,7% do total. Em seguida, vêm os apartamentos de dois dormitórios, com 1.817 lançamentos (36,4%).

A Região Metropolitana de São Paulo, que é composta por 39 municípios e a capital, foi responsável por 6.375 vendas em novembro de 2013, resultado 38,1% superior ao de outubro do mesmo ano, com 4.616 unidades.

Os lançamentos atingiram 8.805 unidades novas, um crescimento de 30,4% em relação a outubro (6.750 imóveis).

Imóveis de dois dormitórios apresentaram o maior volume de lançamentos, com 4.736 unidades novas e participação de 53,8% do total, e de vendas, com a comercialização de 4.011 unidades (62,9% do total).

As vendas acumuladas no período de janeiro a novembro de 2013 atingiram 30.528 unidades, resultado 27,1% superior se comparado à comercialização de 24.028 unidades no mesmo período de 2012. Nos 11 meses do ano passado, o volume de vendas foi de R$ 17,8 bilhões (valores de novembro atualizados com base na variação do INCC-DI). O montante é 37,4% maior em relação aos R$ 12,9 bilhões somados de janeiro a novembro de 2012.

No acumulado de janeiro a novembro de 2013, foram lançados 29.175 imóveis residenciais, elevação de 19,7% frente às 24.381 unidades ofertadas no mesmo período de 2012.

Na Região Metropolitana, em 11 meses, foram vendidas 52.402 unidades - incluídos os números da capital. Com isso, o crescimento nas vendas de 2013 foi de 20,9% comparativamente ao resultado do mesmo período de 2012, quando foram comercializados 43.326 imóveis novos. No mesmo período, os lançamentos de 2013 (49.572 unidades) foram 15,8% superiores aos de 2012 (42.811 imóveis).

As quase cinco mil unidades lançadas na cidade de São Paulo no mês de novembro do ano passado comprovam a capacidade de o empreendedor imobiliário desenvolver produtos aderentes à demanda trazida por um novo tipo de comprador.

- Esse foi o melhor resultado dos últimos 23 meses - afirma Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

Novembro de 2013 representou a retomada dos apartamentos de três dormitórios, tanto em volume de lançamentos quanto de vendas.

- Esse tipo de produto representou, aproximadamente, 40% da oferta total - lembra Petrucci, completando que a cidade de São Paulo participou com 56,8% dos lançamentos da Região Metropolitana, e 43,6% das vendas.

"Mesmo com o alto custo da terra, as empresas do mercado estão formatando produtos adequados à demanda e ao poder aquisitivo dos compradores. Se o Plano Diretor Estratégico, que está na Câmara de Vereadores, aprimorar os mecanismos de incentivo à produção imobiliária, a tendência é que possamos ter maior oferta de produtos, o que é bom para o mercado", opina Claudio Bernardes, presidente do Sindicato da Habitação.

Para os dirigentes da entidade, os resultados de novembro de 2013 fortalecem as expectativas de fechar o ano com 33 mil novas unidades lançadas, e chegar a um volume de vendas entre 34 mil e 35 mil unidades. "Acreditamos que o comportamento do mercado imobiliário em 2014 será bastante próximo ao do ano passado. Apesar de tantos eventos importantes, como Copa do Mundo e eleições, esperamos um crescimento de 5% a 10%, tanto para vendas quanto para lançamentos", conclui Bernardes.

Condomínios iniciam 2014 elegendo novos síndicos e votando orçamentos

Nos quatro primeiros meses do ano a maioria dos condomínios residenciais de São Paulo promove a principal e mais importante assembléia do ano. É nesta época que os moradores debatem, votam e aprovam o orçamento do prédio para o próximo exercício.

Também é comum no início deste ano que os condomínios aproveitem a assembléia de aprovação do orçamento para elegerem seus síndicos.

Levantamento realizado pela Lello, empresa de administração de condomínios em SP, a reeleição de síndicos é predominante. Cerca de 70% das assembléias realizadas com esta finalidade acabam confirmando o mesmo síndico no cargo. O cenário, porém, vem mudando. Há 10 anos, por exemplo, a reeleição acontecia em mais de 90% dos condomínios. Também é nesta época que os condomínios aprovam a prestação de contas do ano anterior e votam o orçamento do exercício seguinte.

O síndico pode ser proprietário, inquilino ou alguém de fora do prédio, conforme a decisão da maioria dos condôminos. Suas principais atribuições são representar o condomínio, zelar pelo cumprimento da convenção e do regimento interno, cuidar da conservação e da manutenção das áreas comuns e equipamentos, negociar com fornecedores e prestar contas aos condôminos sobre despesas efetuadas, entre outras responsabilidades.

Autor: Vinculado ao monitormercantil.informatica


 
 
Deixe seu comentário



Siga o Ecofinanças